Poliana encostou o rosto no peito dele, sentindo a vibração da voz de William. — "Eu cantava para espantar o medo. Naquele dia, eu não sabia o que o futuro nos reservava, mas a música parecia dizer que tudo ficaria bem." "coincidência" mostra que as almas deles já estavam conectadas muito antes de o contrato ou o amor serem oficializados. — "Ouro e cinzas," — ele murmurou perto do ouvido dela, seguindo o compasso do saxofone. — "A música é o ouro, o silêncio daquela solidão de antes eram as cinzas. Obrigado por colocar uma trilha sonora na minha vida, Poli." Ela levantou o rosto, sorrindo, e começou a sussurrar a letra da música bem baixinho enquanto girava nos braços dele. Naquele jardim, sob o céu de outono, o Jazz selava a união de dois mundos que, por um acaso do destino e uma melodia compartilhada, tornaram-se um só. — "Você lembra da primeira vez que nos vimos na empresa?"
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