A mão de Selina era fria, mas não era o frio da neve que eu vinha enfrentando nas Terras Esquecidas. Era um frio seco, sem vida, como se o sangue dela tivesse parado de circular há muito tempo. O cheiro dela — um perfume caro de jasmim que eu lembrava de sentir nos corredores da Casa Grande, agora misturado com o odor de ferro e podridão — me deu náuseas.— Shh... — ela sussurrou, e eu senti o sorriso dela contra a minha têmpora. — Você sempre foi tão silenciosa, Lyra. Por que mudar isso agora?Eu lutei. Tentei morder a mão dela, tentei me desvencilhar, mas a força de uma loba de linhagem pura, mesmo sob a influência da praga, era infinitamente superior à minha. Meus olhos estavam fixos em Malakai. Ele estava caído perto da entrada, a respiração ruidosa e difícil. Aquela substância negra em seu peito parecia uma teia de aranha viva, pulsando e se expandindo. Ele, que parecia um deus de carvalho e aço, agora parecia tão vulnerável quanto eu.— O que você fez com ele? — consegui m
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