Aurora despertou antes do amanhecer, como de costume, sentindo o peso da responsabilidade sobre os ombros. Cada vez que fechava os olhos à noite, a imagem do carro preto, silencioso e ameaçador, surgia em sua mente. Helena dormia profundamente, ignorante da sombra que rondava a vida delas, mas Aurora sabia que não podia se enganar: o perigo estava mais perto do que jamais imaginara.Ela vestiu-se silenciosamente, preparando o café da manhã e conferindo cada canto do apartamento. Tudo precisava estar perfeito. Cada medida de segurança, cada detalhe, podia significar a diferença entre a proteção de sua filha e o desastre que Valentina, sempre calculista, poderia arquitetar.— Mãe… — Helena chamou sonolenta, surgindo no corredor com o pijama amarrotado.— Bom dia, minha pequena — Aurora disse, sorrindo, tentando esconder a tensão que a consumia. — Vamos tomar café?Enquanto preparava os ovos e o suco, Aurora pensava em Lorenzo. Cada mensagem que trocavam, cada ligação para confirmar que
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