Rafa sorri de lado, coça a nuca.- Ah... fico feliz. Valeu mesmo.Bia quase desmaia.Ele volta a organizar as coisas e, quando vira de costas, Bia me agarra pelo braço.- Meu Deus, Nany! QUASE ENFARTEI! - ela sussurra, desesperada. - Você falou! Você falou mesmo! E ele ficou sem graça! Isso é bom! MUITO bom!Dou risada.- Calma, Bia. Só plantei a semente. Agora deixa o menino respirar.Ela dá um pulinho, tentando se recompor, e vai arrumar umas taças como se nada tivesse acontecido só que com um sorriso tão grande que chega a doer.Rafa olha de longe, curioso com a nossa reação.E eu apenas balanço a cabeça.Isso ainda vai dar trabalho...E por um segundo, esqueço a dor, o medo, os exames, o diagnóstico.Por um segundo, é só ele, o sorriso, e essa sensação estranha de... conforto.Então o bar volta a encher, e somos engolidos por mais uma onda de pedidos, vozes, risadas e copos tilintando. O ritmo frenético pede foco total... mas mesmo assim, entre um drink e outro, sinto o olhar dele
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