Depois de algum tempo, Selena se despediu de Cláudia e voltou para a casa de Souza. Quando chegou, a mansão estava silenciosa demais. Nenhum som de passos, nenhuma voz ecoando pelos corredores largos; apenas o leve ranger da porta ao se fechar atrás dela.Subiu as escadas sem ser anunciada. No quarto, tomou um banho demorado, deixando a água quente escorrer pelos ombros, como se tentasse lavar o peso das revelações daquele dia. Quando saiu, vestiu-se com calma e caminhou até a janela. A noite começava a cair.As luzes da rua acendiam uma a uma, e Selena ficou ali por alguns instantes, observando o movimento distante da cidade. Pegou o telefone e fez algumas ligações curtas, falando baixo, escolhendo cada palavra com cuidado. Quando terminou, guardou o aparelho.Pouco depois, a casa começou a ganhar vida: portas se abrindo, passos no corredor e o murmúrio de vozes subindo do andar de baixo. Selena pegou novamente o telefone e fez mais uma ligação rápida. Dessa vez, não disse quase nada
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