Selena chegou ao encontro com Paulo mais calma do que imaginava que estaria. Durante o caminho, sua mente havia organizado boa parte do que acontecera no dia anterior. A confusão ainda existia, mas já não era um caos. Agora restavam perguntas — poucas, porém importantes. E, se alguém poderia ajudá-la a respondê-las, talvez fosse ele.Paulo a viu assim que ela entrou e acenou com um sorriso tranquilo, daqueles que pareciam sempre carregar um pouco de compreensão silenciosa. Selena se aproximou devagar. Quando se sentou à mesa, observou por um instante o rosto bondoso dele, tentando medir o quanto daquele homem ainda era apenas o Paulo que ela conhecia… e o quanto fazia parte de algo maior.— Como está? — ele perguntou com simpatia.Selena mexeu lentamente o café que acabara de ser servido. O som da colher tocando a xícara era suave, mas dentro dela os pensamentos se moviam com muito mais força. Depois de alguns segundos, levantou o olhar e o encarou com firmeza.— Paulo… me diga. Qual
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