Selena sentiu um leve atordoamento, como se o chão tivesse oscilado por um segundo. Recompondo-se, fixou o olhar em Paulo. Havia uma nova dureza em sua voz.
— Paulo, o que me contou era a peça que faltava — disse, enquanto a mente trabalhava rápido. — Agora só preciso entender por que Souza me despachou para aquele orfanato assim que nasci. O que ele tanto temia?
Paulo desviou o olhar, mexendo inquieto na colher de café.
— Selena... eu desconfio da razão. Mas não tenho provas — admitiu em voz b