Depois que Elly chegou em casa, ela não deixou que seus amigos contassem nada para sua mãe, nem permitiu que eles entrassem. Assim que o portão abriu, ela entrou rápido demais, como se estivesse fugindo — não deles, mas de tudo. Do que aconteceu. Do que sentiu. Do que ainda nem tinha conseguido entender. No caminho, ela ficou quieta. Não chorou, não falou, não fez perguntas. Não reclamou de nada. Aquilo, para Átila, era pior do que qualquer crise. Elly simplesmente ficou ali, parada, olhando para frente, como se estivesse vazia por dentro. Átila tentou puxar assunto algumas vezes. Perguntou se ela queria conversar, se queria desabafar, se precisava de alguma coisa… qualquer coisa. Mas, a cada tentativa, sentia que estava invadindo um espaço que Elly estava tentando proteger. E isso fez com que ela recuasse, insegura, sem saber até onde podia insistir. Zaac percebeu. — Eii… deixa ela no tempo dela, ela decide isso depois. Aquilo fez sentido, mas não aliviou. Átila assentiu de
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