72. Vittório Moretti
Os dias que se seguiram à reunião do conselho foram estranhamente calmos. Como a calmaria antes de um furacão. Eu sentia no ar, na forma como os homens ficavam mais tensos, como Lorenzo verificava os relatórios de segurança três vezes ao dia, como até Rosetta caminhava mais devagar pelos corredores, como se esperasse algo.Mas por alguns dias, tivemos paz.E paz, para nós, significava Matteo correndo pelos jardins, Beatrice rindo ao vê-lo, Massimo ainda se recuperando no hospital, e eu, pela primeira vez em anos, dormindo ao lado da mulher que amava sem pesadelos.Até a manhã em que Lorenzo entrou no escritório sem bater, o rosto pálido, o celular na mão.— Marco Adorno. — Ele colocou o telefone sobre a mesa. — Fez um pronunciamento. Para todas as famílias.Apertei o botão. A voz que saiu do pequeno alto-falante era jovem, mas carregada de um ódio antigo.*"Meu nome é Marco Adorno. Filho de Salvatore Adorno. Neto do Don da Cosa Nostra assassinado pelos Grimaldi. Meu pai está morto. Mi
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