A porta se fechou atrás dela, e eu continuei parado no mesmo lugar, encarando a madeira escura sem realmente enxergar nada. O silêncio daquele quarto parecia sufocante agora. Passei a mão pelo rosto lentamente, tentando organizar a confusão dentro da minha cabeça, mas tudo o que eu sentia era o peso absurdo do medo. Medo de perdê-la outra vez. Depois de alguns minutos, eu também saí do quarto. Não porque queria me afastar de Lizzy, mas porque permanecer ali estava me destruindo aos poucos. Desci as escadas sem rumo, atravessando a casa mergulhada na penumbra silenciosa da madrugada. Quando passei pela varanda lateral, vi a silhueta dela caminhando devagar pelo jardim molhado pela chuva recente. Lizzy estava sozinha. Os braços abraçados ao próprio corpo, os passos lentos, como se tentasse suportar o peso dos próprios pensamentos. Por um instante, tive vontade de ir atrás dela. De puxá-la para mim e dizer que encontraríamos uma maneira de sobreviver àquilo juntos, mas al
Ler mais