174. TERRÍVEL VERDADE
LUCERO:Enquanto me explicava tudo o que tinham feito o seu melhor amigo, o doutor Rossi, e o seu filho o doutor Salvatore, a quem me apresentou como um dos meus primos, prometia-me que nunca mais teria de passar pelo que tinha vivido. Abria-me as portas a um mundo cheio de possibilidades, a um futuro que nem nos meus sonhos mais audazes tinha chegado a imaginar.—Perdão, papá, perdoa-me... —murmurei quando me tirou a máscara de oxigénio—. Perdoa-me por acreditar tudo o que me disseram de ti.—A que te referes, Lucero? —perguntou-me, franzindo a testa—. Se fizeste algo de que deva preocupar-me porque te enganaram, deves dizer-mo agora. Prometo-te que nunca mais te separarás de mim, não te preocupes, estás a salvo. Lamento dizer-te que, devido ao teu desmaio, ainda não pudemos sair a resgatar a tua mamã, mas fá-lo-emos.—Não! Não vão! —gritei aterrada— É uma armadilha!O medo apoderou-se de mim, temendo pela segurança do meu pai e daqueles que, apesar de tudo, tinham demonstrado ser a
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