As quatro estavam espalhadas pela sala de estar havia quase dois dias. Notebooks, tablets, celulares, documentos impressos e anotações ocupavam praticamente todas as superfícies disponíveis. Entre os equipamentos, acumulavam-se xícaras de café vazias, embalagens de comida, mamadeiras esquecidas, brinquedos das crianças e cobertores largados de qualquer jeito. Para qualquer pessoa que olhasse aquela sala de fora, aquilo pareceria um completo caos. E, de certa forma, era mesmo. Nos últimos dois dias, nenhuma delas tinha feito muita coisa além de permanecer ali. Saíam apenas para tomar banho, usar o banheiro, alimentar as crianças ou colocá-las para dormir. Todo o restante do tempo era consumido pela mesma busca interminável. Assistiam aos mesmos vídeos dezenas de vezes, revisavam relatórios antigos, ampliavam imagens de câmeras de segurança, analisavam carros estacionados ao fundo, pessoas passando na rua e qualquer detalhe que parecesse minimamente importante. No final, quase sempre
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