A tarde passou mais agitada do que o normal. Na verdade, quanto mais Vitória observava, mais tinha certeza de que Sofia e Sienna estavam fazendo aquilo de propósito. Nenhuma das duas a deixava sozinha por mais de alguns minutos. Sempre aparecia uma pergunta sem sentido. Um comentário aleatório. Alguma história antiga que não precisava ser contada naquele momento. E, quando não era isso, uma das crianças surgia magicamente em seus braços. Toda vez que Vitória ficava quieta por mais tempo do que deveria, uma delas encontrava alguma forma de interromper seus pensamentos. Vitória percebia o que elas estavam fazendo. Era impossível não perceber. Ainda assim, não reclamou. Parte dela sabia que, se ficasse sozinha por muito tempo, começaria a pensar em tudo que Sofia havia contado. Então aceitou as perguntas, aceitou a comida, aceitou as crianças sendo colocadas em seu colo sempre que uma delas chorava ou simplesmente fazia algum som. Aceitou porque, no fundo, talvez também tivesse medo
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