O guarda paralisou, seu aperto afrouxando como se minhas palavras por si só tivessem queimado sua pele. Lentamente, ele se virou e o reconhecimento o atingiu. "V...Vossa Alteza..." Ele a soltou imediatamente, dando um passo para trás com os olhos arregalados, as mãos erguidas em sinal de desculpas.Ela cambaleou levemente quando seu braço se soltou, mas se recompôs, respirando com dificuldade, os lábios entreabertos enquanto me encarava. Seus olhos, escuros e brilhantes, encontraram os meus.Não medo nem submissão.Encarei os olhos da humana ruiva. Eram verdes, mas suas pupilas estavam tão dilatadas que pareciam obsidiana polida, absorvendo toda a cor. Mesmo sem vida, ainda brilhavam, e por uma única batida do coração, desviaram-se para o lado.O guarda ainda não havia recuado completamente. Ele permanecia perto demais, a incerteza enrijecendo sua postura, o cabo da faca espreitando por baixo do cinto. Eu podia sentir o cheiro do couro da bainha, gasto e oleoso, misturando-se com suor
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