Meus dedos se fecharam em punhos, apertando mechas com tanta força que eu podia sentir fios se soltando. "Saiam da minha cabeça", rosnei... ou talvez tenha choramingado."Não se esqueça do que me deve, Rei", sibilou Sorvane, e assim, a dor desapareceu. Não lentamente nem gradualmente, simplesmente sumiu.Mas eu não me mexi. Fiquei no chão, respirando superficialmente, com o sangue secando nos lábios, e por um instante, não consegui distinguir se o silêncio ao meu redor era real ou apenas a ausência da voz dele em minha mente.O silêncio era tão completo que me permiti fechar os olhos. Lentamente, a lembrança daquele dia começou a ressurgir.Meu pai, Fenrir, sentou-se no
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