O silêncio do teatro parecia ter um peso próprio. Noah ainda estava ali, ajoelhado ao meu lado, com os dedos parados a milímetros do meu rosto. Ele tinha o receio estampado nos olhos, como se eu fosse uma escultura de cristal prestes a quebrar — ou, talvez, como se tivesse medo de que eu o afastasse novamente. — Obrigada por isso, Noah. Pelo gelo, pelo massageador... por me enxergar — eu disse, minha voz pouco mais que um sussurro. Eu não esperei que ele respondesse. Antes que o meu lado racional pudesse intervir, eu me inclinei para frente. Minhas mãos encontraram a nuca dele e o puxei para mim. Não foi um beijo de filme, cheio de urgência ou fogo. Foi um beijo de carinho, um selo de gratidão que se tornou algo mais profundo. Nossos lábios se tocaram com uma suavidade que fez meu coração, antes frenético, encontrar um ritmo constante. Tinha gosto de alívio. Noah congelou por um milésimo de segundo, surpreso pela minha iniciativa, antes de relaxar e retribuir, as mãos dele segurando
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