Acordei com o som estridente do despertador e a sensação nítida de que um caminhão tinha passado por cima de mim. O turno no Bull Burger na noite anterior tinha esgotado minhas últimas energias. Vesti o uniforme às pressas e desci quase caindo. — Nem um café, Luna? — Siena perguntou na cozinha. — Não dá, Si! O professor de História me mata se eu me atrasar! — Dei um beijo nela e voei para fora. No caminho, encontrei a Bia. O sol de Madrid estava escondido por nuvens pesadas, mas vínhamos rindo alto. Eu estava tentando imitar o "velho carrascudo". — "Senhorita Luna..." — entonei, forçando uma voz anasalada e empurrando um óculos imaginário no nariz — "O tempo não espera pelos que vivem no mundo da lua. O império romano não foi construído por pessoas que chegam cinco minutos atrasadas e com o cabelo parecendo um ninho de ratos!" A Bia gargalhou tanto que quase dobrou o joelho. — Igualzinho! Ele olha por cima dos óculos e parece que vai ter um troço! — ela disse, limpando uma lágri
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