Malik AndersonExiste um tipo de silêncio que não acalma, mas pesa, observa e cobra. Eu acordei dentro desse silêncio, e a primeira coisa que eu senti… foi o corpo dela, quente, próximo e real demaisAyana estava ali, nos meus braços, respirando devagar, ainda perdida no sono, como se o mundo não tivesse mudado completamente durante a noite, mas tinha mudado tudo.Eu fiquei imóvel por alguns segundos, talvez minutos só olhando e tentando entender como eu tinha chegado ali, principalmente, entender por que uma parte de mim não queria sair dali.O cabelo dela estava espalhado pelo travesseiro, o rosto relaxado, sem tensão, sem medo e sem aquela carga constante que ela sempre carregava quando estava acordada. E aquilo me atingiu de um jeito inesperado, porque eu fui o motivo daquele momento de paz, e, ao mesmo tempo, eu podia ser o motivo da próxima dor.Meu maxilar se contraiu devagar, controlado, mas firme, e o arrependimento veio rápido demais, não pelo que aconteceu, mas por tudo o q
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