— O passaporte para a segurança das suas mulheres, Nicolas — dei um passo à frente, cruzando os braços.— É uma propriedade privada na Filadélfia. Um local totalmente isolado, fora de qualquer radar do submundo. Um lugar comum… que quase ninguém sabe que ela existe.Nicolas arrastou o polegar pela tela, olhando os detalhes do terreno e a distância da rodovia mais próxima. O seu maxilar continuava rígido.— É perfeito para esconder quem quer que seja a mulher que você protege — continuei, mantendo o tom de voz calmo, quase doce, sabendo que tinha tocado no ponto fraco dele. — Poucas pessoas vivem na região, a vizinhança é inexistente e o acesso é controlado.Ele ergueu os olhos da tela e fixou as pupilas dilatadas nas minhas. O desdém flutuou naquele azul gélido, e uma risada anasalada, curta e seca, escapou dos seus lábios. Ele estendeu a mão e me devolveu o celular com rispidez.— Você é muito ingênua, senhora Fonseca — ele debochou, com a voz saindo num sussurro hostil. — Cabanas
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