ELE ME VIU DESTA VEZ A taça de champanhe da Isabella Vance brilhava sob o lustre, mas o sorriso dela tinha morrido. A palavra pedigree ficou parada no ar entre nós três. Eu não recuei. A mão pesada de Vincent nas minhas costas não permitiu, mas, mesmo se ele me soltasse, eu não daria um passo para trás. Sustentei o olhar dela e devolvi a gentileza. — Pedigree é superestimado, Isabella — respondi, voz estável. — No fim das contas, raça pura serve para vitrine. Vira-lata é quem sobrevive na rua quando o tempo fecha. O canto da boca da Isabella tremeu. Antes que ela retrucasse, Vincent entrou. A voz dele cortou o ambiente. — Se você está procurando a ala de caridade para distribuir opinião irrelevante, o salão três fica à esquerda, Isabella. Ela piscou, engolindo o veneno diante da parede que ele ergueu. — Você costumava ter mais senso de humor, Vincent — ela murmurou, os olhos baixando para a mão dele espalmada na minha pele. — A Camila teria achado isso aqui patético.
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