A porta do quarto se fechou com um estrondo seco que ecoou pelo corredor silencioso. Rafael caminhava de um lado para o outro, o peito subindo e descendo com força. A raiva fervia em suas veias como fogo líquido.Natasha havia pegado seu telefone.Natasha havia tentado ligar para Dante.Ele passou a mão pelos cabelos, tentando conter a tempestade que crescia dentro dele. Por um segundo, pensou em voltar imediatamente ao quarto e descarregar toda a sua fúria. Mas havia algo que precisava saber antes.Sem hesitar, pegou o celular e discou o número de Dante.O telefone chamou duas vezes.Três.Na quarta, alguém atendeu.— Dante? — disse uma voz feminina, carregada de expectativa.Rafael estreitou os olhos.— Suzane?Houve um silêncio abrupto do outro lado da linha. Um silêncio pesado, desconfortável.— Rafael? — a voz dela mudou instantaneamente, ficando mais tensa.Ele encostou na parede, frio.— Eu mesmo.Suzane suspirou irritada.— Você precisa dar um jeito nessa mulher.A forma como
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