O som da porta se fechando ecoou pelo quarto como uma sentença. Natasha sentiu o clique da chave girando do lado de fora e, por um instante, o ar pareceu desaparecer de seus pulmões. Ela correu até a porta, puxou a maçaneta com força, mas era inútil. Estava trancada. Sozinha. Presa.Do outro lado, Rafael não olhou para trás.A sala permanecia mergulhada em um silêncio pesado, quase sufocante. Helena estava encolhida em um canto, o corpo curvado, os braços abraçando as próprias pernas como se tentasse se proteger de algo que já tinha tomado conta de tudo. Seus olhos estavam vazios, mas as lágrimas não paravam de cair. Era como se ela já não tivesse mais forças nem para reagir, apenas sentir.Rafael pegou o celular com movimentos calculados. Seus dedos deslizaram pela tela com precisão fria. Ele digitou uma mensagem curta, direta, sem hesitação. O nome de Dante brilhava na tela por um segundo antes de ele pressionar enviar.Um leve sorriso surgiu em seus lábios.— Agora começa... — murm
Ler mais