A parede ao fundo da Ala Sul não parecia nada de especial, apenas pedras empilhadas com o desleixo de quem teve pressa em esconder um erro. Killian parou diante dela, a chave de cristal na mão direita emitindo uma luz pulsante que acompanhava a batida do seu coração. — Tens a certeza que queres fazer isto agora? — Mariane perguntou, aproximando-se dele. — Estás coberto de pó, exausto e ainda nem almoçaste. — A fome passou no momento em que li o nome da minha mãe naquele diário, Mari — Killian respondeu, sem desviar os olhos da pedra. — Se houver algo ali atrás que explique por que razão ela foi apagada da história, eu não vou conseguir dormir enquanto não vir. — Se for um monstro, eu não ajudo a limpar o sangue da tua túnica — avisou Brynhild, encostada a uma coluna, mas com a mão discretamente no cabo da adaga. — Relaxa, Brynhild. O Killian é o monstro mais assustador deste castelo, lembra-te? — Kael provocou, limpando o suor da testa com o braço. — Mas a sério, Killian... e
Ler mais