O cheiro de lavanda que tanto irritava Killian foi subitamente substituído por algo que ele reconheceria a quilômetros de distância: cheiro de charuto barato, pólvora e a arrogância de quem viveu tempo demais à sombra do poder. O portão principal de Obsidian rangeu. Não era uma invasão, mas a entrada de uma única carruagem de mogno, escoltada por quatro guardas que usavam o uniforme cinza da Antiga Aliança — homens que deveriam ter se aposentado ou morrido junto com Marcus Blackwood. — Kael, diz-me que estou tendo uma alucinação causada pelo excesso de chá verde daquelas mulheres — murmurou Killian, de pé na varanda do pátio, observando a carruagem parar. Kael, que estava logo atrás dele tentando consertar uma das fivelas da sua bota, parou o que estava fazendo e olhou para baixo. O seu rosto empalideceu. — Maldição, senhor. Aquele brasão... é do Barão Vane. Eu pensei que ele tinha fugido para as Ilhas do Sul depois que o seu pai morreu. — Vane nunca foge, Kael. Ele esp
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