O sol que atravessava as janelas do salão real de Obsidian parecia mais brilhante, como se a própria luz estivesse celebrando o fim da opressão nas catacumbas. Killian estava sentado à mesa de carvalho, mas não ocupava a cabeceira. Ele preferia estar de lado, com o braço apoiado no encosto da cadeira de Mariane, enquanto tentava, sem muito sucesso, impedir que Aidan puxasse os cordões de couro de sua túnica.— Aidan, solta. Isso não é um brinquedo, é a pele do seu pai — resmungou Killian, embora o brilho em seus olhos azuis traísse sua severidade fingida.Mariane riu, servindo-se de um pouco de chá.— Ele tem bom gosto, Killian. Se você não quisesse que ele puxasse, não deveria usar coisas tão chamativas. Além disso, ele acha que tudo o que você possui pertence a ele por direito de nascimento.— Incluindo a minha paciência, aparentemente — Killian sorriu, pegando a mãozinha do filho e dando um beijo nela. Ele olhou para Mariane, o rosto suavizando. — Você dormiu? Realmente dormiu?
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