O beijo demorou a terminar.Na verdade, ele nem terminou direito.Só mudou.Foi ficando mais lento, mais próximo, mais cheio de intenção do que de pressa.Daniel ainda sorria quando encostou a testa na de Eduarda, mas o olhar já tinha mudado — mais profundo, mais presente. A mão dele subiu devagar pelo braço dela, como se estivesse memorizando o caminho, e ela fechou os olhos por um segundo, sentindo.Não havia urgência.Não havia dúvida.Só eles.Ele a puxou com cuidado, e ela veio sem resistência, rindo baixo quando ele se levantou com ela e a conduziu até o quarto. A porta se fechou atrás deles sem pressa, como se o mundo lá fora pudesse esperar.E, de alguma forma…parecia mesmo que podia.Os beijos continuaram, mais suaves, mais demorados, carregados de carinho. Cada gesto tinha cuidado, tinha presença, tinha escolha. Não era sobre intensidade vazia, mas sobre proximidade — sobre estar ali, inteiro, com o outro.E, naquele espaço pequeno, tudo pareceu diminuir.Os ruídos.As preo
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