O navio já não tinha o mesmo som.Havia algo diferente no ritmo dos motores, como se a embarcação respirasse com cautela desde o anúncio do possível passageiro ao mar. Os corredores estavam mais contidos. O tilintar de taças no bar soava deslocado. Risadas cessavam quando alguém mencionava o ocorrido.O luxo permanecia intacto — mármore polido, lustres reluzentes, tapetes espessos — mas agora parecia cenário de algo que não combinava com ele.A cabine de Tyler estava isolada.Uma fita discreta bloqueava a entrada. Dois agentes da segurança marítima permaneciam do lado de fora enquanto a equipe técnica trabalhava no interior.Tyler observava sentado em uma poltrona no corredor, mãos entrelaçadas, postura ereta. Ele sabia que estava sendo observado também. Sabia que, a partir daquele momento, cada respiração era analisada.A porta se abriu.Um técnico saiu carregando um estojo rígido de evidências.— Coletamos material suficiente — disse ao supervisor. — Amostras da lateral da varanda,
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