A primeira coisa que o analista de tecnologia disse foi:— Se alguém apagou, não significa que sumiu.Bryan ficou em silêncio.A sala de perícia digital do FBI era fria, iluminada por monitores e cabos organizados em um caos metódico.No centro, a imagem congelada do sistema interno do cruzeiro ocupava duas telas.Corredores.Elevadores.Decks públicos.Acesso técnico.E uma câmera em especial:Corredor leste — setor das suítes com varanda.A câmera que, oficialmente, havia apresentado falha.A câmera que, segundo o relatório original do navio, perdera sinal minutos antes da emergência.A câmera que agora voltava a existir em fragmentos.⸻O especialista ampliou uma linha de tempo.— Você está dizendo que estávamos enganados, que o sistema não foi simplesmente desligado.— Então? — Bryan perguntou.— Houve sobreposição de gravação manual.Bryan estreitou o olhar.— Explica.— Alguém acessou o terminal administrativo local. Não remotamente. Diretamente. Inseriu uma rotina de regravação
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