AlexanderNa ausência delaApós Liz me responder dizendo que não daria para nos vermos, senti o chão desaparecer sob meus pés. Aquele dominho, aquele lugar, sem ela, parecia ainda mais vazio. O hotel, que antes parecia confortável, agora era apenas um espaço silencioso demais, grande demais… distante demais de tudo o que realmente importava.Passei boa parte do dia deitado, assistindo à televisão sem prestar atenção em nada. Noticiários, programas aleatórios, vozes que preenchiam o quarto sem realmente alcançar minha mente. Recebi algumas ligações — meus pais, alguns fornecedores — conversas rápidas, práticas, que exigiam respostas automáticas. Eu falava, resolvia, desligava… e voltava para o mesmo vazio.Próximo ao horário do almoço, decidi descer. O restaurante do hotel estava tranquilo, com poucas mesas ocupadas e uma música ambiente suave que contrastava com o barulho dos meus próprios pensamentos. Sentei-me perto da janela e pedi algo simples, mais por obrigação do que por fome.
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