O som ritmado dos aparelhos preenchia a academia do clube. Pesos sendo encaixados. Esteiras em movimento constante. Música eletrônica baixa, mas pulsante, marcando o ritmo dos exercícios. O ar tinha aquele cheiro característico de esforço: uma mistura de perfume caro, desodorante e suor recente. Cristina estava sobre um colchonete preto, o corpo alongado enquanto executava a sequência de exercícios com precisão. A luz natural que entrava pelas janelas amplas refletia em sua pele levemente suada. Ao lado dela, Lucía acompanhava o ritmo, embora com menos disciplina. Já observava mais do que se concentrava. — Você até que parece bem… — comentou Lucía, virando o rosto na direção da amiga, enquanto apoiava o cotovelo no colchonete. — Nem está nervosa por causa do Rubens… que milagre. Cristina soltou o ar devagar, mantendo o movimento. Controlada. Quase fria. — Estamos dando um tempo… — respondeu, ajustando a postura. — E eu já chorei demais… já me descabelei por
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