Ponto de vista de André Estava rindo à toa enquanto dirigia para casa, perdido nas lembranças do beijo. De como ela sorriu depois que nossos lábios se separaram e nossos olhos se reencontraram. Eu queria tê-la beijado novamente, mas hesitei e acabei beijando sua testa antes de me despedir. — Você foi um idiota, deveria ter ficado mais um pouco — pensei, me recriminando. Não… não deveria. Porque, se ficasse, eu teria despejado tudo o que sinto, e ela ainda não está pronta. Ela está vencendo o luto, aceitando agora outra pessoa se aproximar. Eu não posso estragar tudo só porque não consigo esperar. Fiquei ali, dividido entre o desejo e o bom senso, como dois anjos sussurrando em cada ombro. No dia seguinte, cheguei cedo. Tão cedo que nem a Maria, minha secretária, havia chegado. Eu estava ansioso demais. Queria ver a Samantha, falar com ela e, principalmente, entender como ela iria agir comigo depois do nosso beijo. Só de lembrar, meu coração acelerava. Fiquei na minha sala,
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