Ponto de vista de André A porta estava aberta. Ela estava sentada à mesa, os cabelos presos em um rabo de cavalo alto, vestindo uma blusa branca de botões que lhe dava um ar sério e profissional. Mal dei um passo para dentro da sala e fui atingido pelo seu perfume. Em um segundo, a noite passada invadiu minha mente: o momento em que ela esteve em meus braços, chorando, tão vulnerável… Naquele instante, eu sequer consegui reparar em seu perfume. Entrei com passos curtos, quase como se estivesse pedindo permissão. — Bom dia, André — ela disse, levantando-se rapidamente, visivelmente nervosa. Ainda assim, abriu um sorriso que iluminou o meu dia e deu a volta na mesa, vindo ao meu encontro. — Bom dia, Samantha. Como passou a noite? Falei com um sorriso largo demais para conter. Eu queria abraçá-la, puxá-la para perto, mas ela fez um gesto delicado para que eu me sentasse na poltrona. Em seguida, acomodou-se no sofá de dois lugares que ficava em um canto mais íntimo da sala. El
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