SamuelCinco anos passam rápido demais quando a casa está cheia. Do nada, eu olho pro lado e aquele menino que eu carreguei nos braços, com pulseirinha de hospital e depois anemia assustada, agora tem doze anos, voz começando a engrossar, opinião pra tudo.Samantha, por outro lado, é um foguete de cinco anos, cabelos soltos, fantasia de princesa misturada com short de futebol, chamando a casa inteira pra brincar.A nossa rotina mudou, mas uma coisa continua igual, todo mundo aqui tem vontade. E o Andryel começou a mostrar a dele bem claro.Tudo começou com umas visitas esporádicas à empresa. Eu sempre trouxe os dois de vez em quando, em finais de semana mais tranquilos, pra eles verem onde o pai passava tanto tempo.Mas, de uns meses pra cá, o olhar do Andryel mudou. Antes, ele só achava legal ver as máquinas, as joias brilhando, as gavetas cheias de pedra.Agora, ele presta atenção nos detalhes.Fica em silêncio ouvindo eu e os designers conversarmos, pergunta por que uma peça é mais
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