Anny Eu demorei um pouco pra notar. Entre processo indo e vindo, rotina de criança, contas que finalmente começaram a fechar, a vida foi entrando num eixo estranho, menos sufoco, mais respiro.A empresa do Samuel começou a faturar de verdade. Não era mais só promessa. Chegavam pedidos, clientes elogiavam, o nome dele circulava não como escândalo, mas como alguém que estava construindo outra coisa.Em casa, o romance não morreu. Pelo contrário. Ele sempre dava um jeito de me surpreender, um bilhete grudado na geladeira, um café deixado na cabeceira, um convite improvisado pra ver o pôr do sol na laje do prédio.Do meu lado, eu tinha conseguido algo que parecia impossível quando saí da mansão com uma mala na mão, um espaço próprio de trabalho.Do outro lado da rua, alugamos uma salinha simples, iluminada, onde montei meu cantinho pras crianças. Tapete colorido, prateleiras com brinquedos, livros, potinhos de lápis de cor.Tinha tudo o que elas precisavam, segurança, rotina, afeto. E e
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