Cap.45A QUEDA DO IMPÉRIOO despertar da manhã foi marcado por um silêncio melancólico.Maelyn, ou lia como precisava aprender a chamar a si mesma levantou-se com a alma pesada.O sol entrava pelas cortinas abertas, mas a luz parecia fria, distante, como se o mundo lá fora existisse em outra dimensão, inalcançável.Ela se moveu pelo quarto como um autômato. Cada gesto era mecânico, abrir o armário, escolher a roupa, passar o creme na pele.As mãos, ainda cobertas por bandagens finas que protegiam as últimas cicatrizes da cirurgia, pareciam querer seguir um ritmo próprio, como se buscassem a leveza de um lápis, o traço de um desenho.Mas ela não desenhava esta manhã.Apenas se vestia.O vestido era simples, um tubinho preto, elegante, impessoal. O cabelo foi preso num coque baixo.A maquiagem, mínima. Ela queria passar despercebida. Queria ser apenas mais uma funcionária entrando no escritório, não a estilista lendária que um dia comandou a moda do país.Sua mente, no entanto, era um c
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