O peso daquela afirmação pairou sobre nós como uma névoa densa, invisível, porém sufocante. Eu podia ouvir minha própria respiração, sentia o coração de Luna bater acelerado contra minha perna, e, mesmo assim, tudo parecia distante, como se estivéssemos presos dentro de um eco.A história ainda não tinha acabado.Talvez nunca acabasse.Alexander foi o primeiro a se mover depois de alguns segundos que pareceram horas. Ele soltou devagar as mãos de Luna, apenas para colocá-las sobre os ombros dela, se agachando novamente até ficar na altura dos olhos da nossa filha.— Escuta bem, minha luzinha — disse ele, com uma calma controlada, embora eu conseguisse perceber a tensão escondida por trás da voz. — Seja lá de quem for essa voz, você não responde, não conversa e nem aceita nada. Não acredite em promessas, nem convites, muito menos conselhos. Nada mesmo, você lembra como foi com AZrael.Luna assentiu, compreendendo a proteção do pai. Ela sabia onde uma resposta poderia levar. — Pode dei
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