O portal se abriu lentamente, aos poucos pudemos visualizar o que havia do outro lado. No processo não houve clarão. Nem tão pouco explosão. Apenas um rasgo silencioso, que revelava mais escuridão, pulsando como um coração batendo. Era um lugar ermo e sem vida, sabíamos que tudo que encontraríamos ali era morte. Josette, como sempre destemida, foi a primeira a atravessar, guiando nosso grupo rumo ao objetivo. Alexander trazia Luna a segurando pela mão, garantindo que ela não sentisse medo. E eu que vinha logo atrás, olhava por todos eles. Do outro lado, o mundo se confirmava completanente sem vida. Pelo menos a forma de vida que conhecemos. Pedras negras se erguiam em ângulos inimagináveis para a mente humana. Estruturas antigas emergiam do chão como costelas gigantescas. O céu não possuía estrelas, nenhuma estrela sequer. Não havia lua, nenhum astro iluminava aquele lugar. Existia apenas uma névoa densa, esverdeada, que se movia lentamente, como se obse
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