Levi Bianchi A mansão Bianchi sempre foi, para mim, um monumento à eficiência fria. Tetos altos, mármore Carrara, quadros que valiam o PIB de pequenas cidades, mas que raramente testemunhavam uma gargalhada genuína. No entanto, naquele domingo, o ar parecia ter mudado. O portão de ferro que tantas vezes pareceu uma barreira entre nós e o mundo, agora se abria para algo que eu nunca pensei ver sob aquele teto: um lar.Estacionei o carro e, antes mesmo de desligar o motor, vi o vulto de Júlia correndo em nossa direção. Ela não esperou que Hannah saísse totalmente do veículo.— DEIXA EU VER O ANEL! — O grito dela ecoou pelo pátio, assustando um dos pavões que meu pai insistia em manter nos jardins.Hannah riu, um som cristalino que ainda me desarmava, e estendeu a mão. Júlia pegou os dedos dela com uma reverência teatral, seus olhos brilhando enquanto examinava o solitário que eu havia escolhido com tanto cuidado.— Levi... meu Deus, você tem bom gosto para joias tanto quanto tem para m
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