Hannah Santana O silêncio do corredor do meu prédio nunca pareceu tão ensurdecedor. Eu estava parada diante da porta do meu apartamento, com a chave tremendo entre os dedos e o peito subindo e descendo em um ritmo que eu não reconhecia. O metal frio da chave encostou na minha palma, mas a única coisa que eu sentia era o calor residual dos lábios de Levi Bianchi contra os meus.Eu era uma idiota. Uma completa e absoluta idiota.Eu deveria estar em um apartamento de design impecável agora, sentada em um sofá confortável, tomando um vinho caro e conversando sobre arquitetura sustentável com o Rodrigo. Rodrigo, que era seguro. Rodrigo, que era gentil. Rodrigo, que não me olhava como se eu fosse um território a ser conquistado, mas como uma mulher a ser respeitada. Em vez disso, eu estava aqui, sozinha na penumbra de um prédio simples no Ipiranga, com o batom borrado e a mente em frangalhos porque meu chefe decidiu que era o dono do meu sábado.Levi Bianchi era a minha perdição. Não era a
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