Levi Bianchi O controle é a fundação de tudo o que eu construí. No 50º andar da Holding Bianchi, nada acontece sem a minha permissão, nada se move sem o meu cálculo, e nenhuma variável é deixada ao acaso. Mas ali, naquela calçada úmida do Jardim Paulista, sob o brilho amarelado e decadente dos postes de rua, o controle não era apenas uma ilusão; ele era uma piada de mau gosto. Eu vi quando Hannah pegou o celular. Vi o brilho da tela iluminar o rosto dela, destacando os traços que eu passava o dia inteiro tentando ignorar atrás de planilhas de conformidade. E então, eu ouvi. "Oi, Rodrigo...". Aquelas duas palavras, pronunciadas com uma suavidade que ela nunca usava comigo, foram como uma lâmina de gelo descendo pela minha espinha. Eles começaram a se falar hoje. Hoje! E o sujeito já estava ligando, já estava cercando, já estava ocupando um espaço na mente dela que deveria ser focado em coisas reais, em segurança, no trabalho. Na minha segurança. Eu senti uma náusea de fúria. Quem e
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