Naquela noite, Maya demorou para dormir.Não por medo.Mas porque certas lembranças, quando despertadas, recusam-se a voltar ao silêncio facilmente.O nome Augusto Alencastro ecoava em sua mente como um sino antigo.Pesado.Autoritário.Impossível de ignorar.A casa estava silenciosa. Orion já dormia profundamente ao lado dela, respirando de forma tranquila, como alguém acostumado a enfrentar problemas apenas quando eles realmente chegam.Maya invejava um pouco essa habilidade.Ela se levantou com cuidado para não acordá-lo e caminhou até a sala. A cidade lá fora ainda estava viva, mas em um ritmo mais lento. Algumas luzes nos prédios, carros esporádicos passando pela rua.Ela se sentou no sofá e ficou olhando para a maquete que Enzo construía.A pequena cidade de papel.Pontes improvisadas.Prédios tortos.Estradas desenhadas com caneta.Era simples… mas cheia de intenção.Maya tocou levemente uma das pontes.Estruturas frágeis também podem sustentar peso — se forem construídas com a
Ler mais