Alina soltou um grito agudo, um som que não parecia humano, enquanto levava as mãos à cabeça, desarrumando os cabelos loiros perfeitamente alinhados. Seus olhos estavam esbugalhados, vidrados em uma realidade que começava a se despedaçar. — Mentira! É mentira! Gritava, balançando o corpo para frente e para trás. — O Mila... o meu filho... ele é seu, Dmitri! Tem que ser seu! Se ele for seu, o Yuri não vai odiá-lo... ele não pode odiar a própria família! Yuri ama você, se o filho é seu, ele vai amar o menino também! Ela deu um passo trôpego, a voz falhando em um choro histérico. — Não pode ser... tudo foi mentira? As noites, o toque... era você, Dmitri! Tinha que ser você! Brudel está morto, eu vi ele cair! Você é o Pakhan! Você é o homem para governar ao meu lado! Dmitri a observava com uma frieza que beirava a crueldade. Ele não sentia um pingo de pena. — Eu nunca toquei em você, Alina. Respondeu, a voz carregada de um sarcasmo cortante. — Cada pecado que você comet
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