Inconscientemente, os dedos de Amélia subiram em seu próprio pescoço. Dmitri havia deixado ali poucas horas antes, uma marca de posse, de desejo, e de uma noite que havia mudado as regras do seu mundo. Pela primeira vez em anos, Amélia não sentiu inveja da felicidade alheia. — O amor é um problema para a pontualidade, não é? Amélia provocou, com um brilho cúmplice nos olhos. Isabel parou, percebendo que a marca em seu pescoço fora notada. - Ele fez? De novo! Com falsa indignação, soltou um risinho constrangido antes de se jogar no sofá ao lado da amiga. — Mas chega de falar de mim. Me conta... com calma, desde o início. Amélia deu um sorriso tenso. — Bem... Isabel colocou a bebê no cercadinho e sentou-se à frente de Amélia, cruzando as pernas. O olhar dela era clínico, os anos de convivência traduziam até os olhares. — Não tente me enganar, Méli. Isabel disse, o tom sério, mas tingido de uma preocupação genuína. — Eu quero a história toda. Sem cortes. Como v
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