Dmitri parou o que estava fazendo. Ele olhou para o rosto banhado de lágrimas dela e, por um segundo, a sua armadura caiu por completo. Ela queria vê-lo? Um pequeno feixe de calor se espalhou pelo peito dele. Envolveu o rosto de Amélia com as mãos, os polegares secando o rastro do choro, e inclinou-se. O beijo começou doce, um toque de lábios que pedia perdão e oferecia conforto. Depois, tornou-se firme, uma afirmação de que ela estava ali, de que pertencia a ele e que aquele mundo não havia conseguido levá-la. Então, evoluiu para algo profundo e urgente, um beijo que carregava toda a confissão que as palavras ainda não conseguiam formular. Naquele beijo, Dmitri entregava a ela o que restava de sua alma, e Amélia, finalmente, sentia que estava em casa. Ele a levou para o banheiro. O som da água correndo ficou em segundo plano, abafado pela voz de Dmitri, que agora saía em um fluxo contínuo, como se uma represa tivesse se rompido dentro dele. Ele não conseguia parar de tocá-la,
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