LunaO jantar acontecia em um restaurante antigo do centro, daqueles que misturam história e poder com naturalidade. Pé-direito alto, paredes de pedra clara, mesas bem espaçadas e uma iluminação baixa que favorecia conversas discretas.Marco saiu do carro primeiro.Usava um terno azul-escuro impecável, camisa branca sem gravata, o colarinho aberto com um descuido calculado. O corte preciso realçava a postura segura, e havia algo diferente nele naquela noite: menos rigidez, mais presença.Quando me aproximei, senti o olhar dele pousar em mim com atenção silenciosa.Eu vestia um longo de seda preta, fluido, com decote reto na frente e costas levemente abertas. Nada exagerado, mas impossível de ignorar quando eu me movia. O cabelo estava preso em um coque baixo, deixando o pescoço à mostra, e os brincos discretos refletiam a luz a cada passo.Marco estendeu o braço, inclinando-se levemente para mim.— Pronta? — perguntou, baixo, com aquele meio sorriso que sempre surgia quando ele queria
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