POV Emília O sol do meio-dia castigava o pátio, mas sob o pergolado de videiras, o ar corria fresco. Meu pai e Mateo se levantaram, convidando Declan e Lucca para verem os novos cavalos da estância. Thomas e Téo, agora completamente encantados com a liberdade do campo, correram na frente, disputando quem chegaria primeiro às cavalariças. — Vayan, vayan — minha mãe disse, acenando para eles enquanto começava a recolher os pratos. — Nós cuidamos da limpeza aqui. Vi Declan olhar para mim, buscando um sinal de que eu ficaria bem. Sorri e assenti. Ele seguiu meu pai, tentando manter o passo firme no terreno irregular, enquanto Lucca ia logo atrás, ainda agindo como a ponte entre os dois mundos. Ficamos apenas eu e minha mãe na cozinha. O som do rádio baixo ao fundo e o tilintar dos talheres eram os únicos ruídos. Eu sentia o olhar dela sobre mim — aquele olhar de mãe que atravessa qualquer disfarce, qualquer oceano. — Ele é um homem imponente, Emília — Rosa começou, mergulhando as mã
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