POV Emília O silêncio dentro do SUV blindado era ensurdecedor, quebrado apenas pelo chiado do rádio e pelos soluços baixos de Thomas. Lucca mantinha as mãos coladas ao volante, os olhos fixos no retrovisor enquanto a distância entre nós e os faróis de Declan aumentava. Minha respiração falhava. O mundo parecia ter se resumido àquela estrada de asfalto molhado e ao medo visceral de perder o homem que, apesar de todas as sombras, se tornara o meu norte. — Lucca, volta! — gritei, segurando o encosto do banco. — A gente não pode deixar ele sozinho! — Eu tenho ordens, Emília! — Lucca rosnou, as lágrimas brilhando em seus olhos. — Se eu voltar e algo acontecer com vocês, ele nunca vai me perdoar! Mas não foi necessário dar meia-volta. Pelo vidro traseiro, vimos o clarão. Não foi uma explosão, mas o brilho violento de faróis chicoteando o céu noturno em um arco impossível. O som chegou segundos depois: o estrépito de metal sendo esmagado contra as pedras, um barulho seco, definitivo, q
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