POV Emília O frio do chão de madeira atravessava o tecido da minha calça, mas o gelo real estava correndo nas minhas veias. Eu estava sentada com as costas contra a porta do meu quarto, o celular jogado sobre o edredom como se fosse uma granada prestes a explodir. O laudo do laboratório ainda brilhava na tela, um veredito de poucas linhas que pesava mais do que toda a estrutura de pedra da mansão Quinn.— Eu não posso, Lucca... — minha voz saiu quebrada, um sussurro que eu mal reconheci. Escondi o rosto nas mãos, sentindo o calor das lágrimas que não paravam de cair. — Eu não sou ninguém aqui. Sou só a estrangeira que cuida dos filhos dele. O que eu vou dizer? "Parabéns pelo casamento, Declan, aqui está o seu herdeiro ilegítimo"?Lucca estava ajoelhado na minha frente. A expressão dele era uma mistura torturante de lealdade ao irmão e um desejo que ele tentava, sem sucesso, sufocar. Ele pegou minhas mãos, e o contraste do calor da pele dele com o meu gelo me fez estremecer.— Você
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