Ainda deitada na cama de Ricardo, me perguntando como vou sair daqui e me esconder da dona Dalva, reparo que minha mente deu uma desacelerada brusca em relação a toda ansiedade e sentimentos que corroem meu cérebro. Ele está deitado de lado, com os olhos fechados e eu acho tudo estranhamente normal. De repente, quero ficar aqui por muito tempo. Tempo inderteminado, infinito. Não quero voltar para a minha realidade, meu apartamento vazio, minha angústia e ansia por uma nova vida. Ricardo suspira e abre os olhos, surpreso por eu estar encarando. - O que foi? - Me perguntando como me esconder da sua funcionária. Ele solta uma risada. - Nada que ela não ouviu antes. - Posso apostar que sim. Pensando por esse lado, fico até aliviada. - Ele ri. Sabemos que eu muito provavelmente não sou a pessoa mais escandalosa que ele já teve na cama. De repente, sinto sua mão forte, agarrando minha cintura e me puxando para perto. Não resisto e me aconchego nos seus braços, como se isso fosse roti
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