Então isso vai acontecer de novo. Aqui e agora, bem no carro de Ricardo, pior do que todas as vezes que já aconteceu. Vou chorar por causa de Eduardo mais uma vez. E eu nem sei o porquê. Talvez porque ele ache que ainda temos alguma coisa, por ele não se desprender, por ele ter se sentido no direito de me cobrar de algo meses após separados. Por ele enfiar o dedo na minha ferida e remexer com tudo e me causar certa nausea no estômago. Ricardo tenta me puxar para perto, mas eu não o deixo. Não quero, não consigo o encarar. Me viro para o lado da janela, no banco do passageiro e tento me desvincilhar dele, principalmente quando as lágrimas começam a cair. E então eu desabo. Em toda a confusão, borrão que está a minha mente e o sentimento de estar sufocada, encontro índicios de respiração ofegante e sinto suas mãos me puxaram para perto até me encararem por completo. Ele segura com firmeza meu rosto com suas duas mãos e eu assinto enquanto leio seus lábios dizendo para mim 'Respira, r
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