Olivia CastelliAcordei antes do despertador.O quarto ainda estava envolto naquela penumbra suave do começo da manhã, quando o mundo parece existir em silêncio por alguns segundos antes de recomeçar. Demorei a me mexer, encarando o teto, sentindo o peso diferente no peito.Não era angústia. Também não era exatamente paz.Era… espaço.Passei a mão pelo rosto, respirando fundo. Pela primeira vez em muito tempo, eu não acordei com o impulso imediato de checar o celular ou me atentar ao mundo exterior. O celular estava ali, na mesa de cabeceira, quieto. Inofensivo. Pela primeira vez, apenas um objeto. e O mundo exterior estava lá, apenas, silencioso.Quando me sentei sob o colchão, finalmente peguei o aparelho frio e para minha surpresa, não havia mensagens novas. Nenhuma chamada perdida. E, ainda assim, meu corpo reagiu de uma certa forma. Um resquício antigo de alerta que demorou alguns segundos a se dissolver.Ele disse que a culpa vem antes do alívio.As palavras dele ecoaram com um
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